Tática

Identificação e Gerenciamento de Riscos

Contém critérios relacionados com a gestão de riscos da Instituição, abrangendo:

  • Tipos de risco
  • Estrutura para a gestão de riscos
  • Identificação de riscos
  • Gerenciamento do risco

Objetivo

Todo colaborador deve estar atento para que a TÁTICA não fique exposta a riscos e que pode acarretar alguma conseqüência adversa.

Tipos de Risco:

Relação dos tipos de Riscos mais importantes que devem ser acompanhados e administrados da melhor forma possível:

  • Risco de Crédito
  • Decorre de uma obrigação de direito advinda de um instrumento/contrato qualquer que não foi cumprido por qualquer motivo pela respectiva contraparte

  • Risco de Mercado
  • Decorrem de movimentos adversos nos preços/ valores das variáveis que compõem o valor de uma posição.

  • Risco de Liquide
  • Decorre de 2 (duas) maneiras:

    1. da falta de numerário/caixa necessário para o cumprimento de uma ou mais obrigações
    2. da falta de contrapartes em número suficiente ou do interesse do mercado em negociar a quantidade desejada de uma posição, afetando de forma anormal o seu preço.
  • Risco Operacional
  • Decorre da falta de consistência e adequação dos sistemas de informação, processamento e operações, bem como, de falhas nos controles internos, fraudes ou qualquer tipo de evento não previsto, que torne impróprio o exercício das atividades da Instituição, resultando em perdas inesperadas.

  • Risco Legal
  • Decorre do potencial questionamento jurídico da execução dos contratos, processos judiciais ou sentenças contrárias ou adversas àquelas esperadas pela Instituição e que possam causar perdas ou perturbações significativas que afetem negativamente os processos operacionais e/ou a organização da Instituição. Da não adequada identificação do cliente.

  • Risco de Reputação ou Imagem
  • Decorre da publicidade negativa, verdadeira ou não, em relação à prática da condução dos negócios da Instituição, gerando declínio na base de clientes, litígio ou diminuição da receita.

  • Risco Sistêmico
  • Decorre de dificuldades financeiras de uma ou mais instituições que provoquem danos substanciais a outras instituições, ou uma ruptura na condução operacional de normalidade do sistema financeiro em geral.

Da Estrutura de gerenciamento de riscos

O Comitê Estratégico atuará e orientará sua equipe profissional, no sentido de:

  • Facilitar a identificação dos riscos e o seu gerenciamento;
  • Propiciar maior segurança na execução das atividades;
  • Minimizar a probabilidade de ocorrência dos riscos envolvidos;
  • Criar mecanismos para a melhoria dos controles.

Da Identificação de Riscos

A identificação de riscos da Instituição estará diretamente relacionada ao seu cenário de atuação e às suas próprias características operacionais.

O Comitê Estratégico identificará:

  • Os riscos existentes em sua área de atuação;
  • O grau de entendimento da equipe de trabalho;
  • Propostas de limites, tipos de tratamento a ser administrado e medidas preventivas, inclusive treinamento.
  • Conflito de interesses;
  • Se as informações internas e externas estão fluindo bem e com rapidez pelas áreas;
  • Do grau de comprometimento de seus colaboradores.

Pontos de Controle:

Identificação do cenário de atuação da Instituição e dos seus objetivos estratégicos.

Identificação dos riscos e de sua administração (limites, probabilidade de ocorrência, impactos, tratamento e ações preventivas).

Atribuições Básicas:

Do Comitê Estratégico:

  • Gestão de riscos da Instituição;
  • Avaliação periódica dos riscos e potenciais impactos;
  • Aprovação de metodologias e ferramentas de medição;
  • Gestão da prevenção à lavagem de dinheiro;

Dos Colaboradores:

  • Cumprimento do estabelecido neste Manual, reportando ao Comitê de qualquer anomalia verificada em suas respectivas atividades.

Riscos de Crédito

Em atendimento a Resolução 3721, que trata sobre estrutura e gerenciamento de risco de crédito, descrevemos os procedimentos inerentes a este assunto.

Por sermos uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, entendemos que o nosso risco de crédito seja sempre a nossa contraparte nas operações. Exemplo:

  • Um cliente da ordem de compra de ações para nós.
  • Nós efetuamos esta ordem na Corretora XYZ.
  • No D+3, data do pagamento, este cliente deve nos pagar e nos pagamos a Corretora. Caso este cliente não nos pague na data combinada, ficamos em ?aberto? com a Corretora (contraparte). Este risco é o nosso risco de crédito.

Esta situação pode ocorrer ao contrário, quando a Corretora por motivos de força maior (riscos sistêmicos), não consegue nos pagar até o final do horário bancário e ficamos em ?aberto? com o nosso cliente.

Em uma situação destas, o que deve ser feito:

Primeiramente, todas as nossas operações para clientes são confirmadas na mesma data da ordem (D+0) e a nota de corretagem também é enviada nesta data por email ou fax ao cliente. Confirmamos no D+1, se o cliente recebe a nota e se tem alguma dúvida em relação a como fazer o pagamento (dados da conta, etc).

Na data do pagamento, novamente entramos em contato com as contrapartes para confirmar as liquidações, tanto com o lado do cliente, como com a Corretora utilizada para a operação.

Caso alguma das partes não honre com os débitos, por sermos DTVM, não podemos ?bancar? para um dos lados, assim naquela data, fica o pagamento em aberto e cobramos um dia de remuneração de CDI para compensar todos os inconvenientes gerados por esta falta.

Não é comum haver esta falha, mas acontece por motivos diversos como:

  • O cliente deu a ordem para o gerente da sua conta que não o fez;
  • A Corretora teve um problema de sistema interno e acabou nos pagando após o fechamento do horário bancário e apesar de vermos o dinheiro em nossa conta, não houve tempo hábil de repassar para o cliente via TED.

Riscos Operacionais

  1. ObjetivoA política de Gerenciamento de Risco Operacional da Tática S/A DTVM (?Tática?) contém princípios que norteiam por definição, a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.
    • Mitigar o risco reputacional;
    • Cumprir as leis e normas institucionais e de órgãos reguladores;
    • Assegurar confiabilidade nos sistemas de informações da instituição;
    • Mitigar o risco operacional;

    A estrutura de Risco Operacional, deve atentar-se:

    • Fraudes internas;
    • Fraudes externas;
    • Demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho;
    • Práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços;
    • Danos a ativos físicos próprios ou em uso pela instituição;
    • Aquelas que acarretem a interrupção das atividades da Tática;
    • Falhas em sistemas de tecnologia da informação.

    E a estrutura deve-se prever ainda:

    • Identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação do risco operacional;
    • Documentação e armazenamento de informações referentes às perdas associadas ao risco operacional;
    • Elaboração, com periodicidade mínima anual, de relatórios que permitam a identificação e correção tempestiva das deficiências de controle e de gerenciamento do risco operacional;
    • Realização, com periodicidade mínima anual, de testes de avaliação dos sistemas de controle de riscos operacionais implementados;
    • Elaboração e disseminação da política de gerenciamento de risco operacional ao pessoal da instituição, em seus diversos níveis, estabelecendo papéis e responsabilidades, bem como as dos prestadores de serviços terceirizados;
    • Existência de plano de contingência contendo as estratégias a serem adotadas para assegurar condições de continuidade das atividades e para limitar graves perdas decorrentes de risco operacional;
    • Implementação, manutenção e divulgação de processo estruturado de comunicação e informação.
  2. Abrangência
  3. Esta política deve ser seguida por todas as áreas e agentes envolvidos no processo pela Tática DTVM.

  4. Aspectos Regulatórios
  5. Resolução 3.380/2006 do Banco Central do Brasil e suas alterações.

  6. Princípios e Gerenciamentos
    • Definição de metodologias e modelos qualitativos para a gestão dos riscos operacionais;
    • Definição e coordenação dos representantes de riscos operacionais, considerando as atividades de compliance, risco operacional e controles internos;
    • Implementação de metodologias e sistema informatizado ? base de dados histórica de perdas e prejuízos;
    • Definição de modelos quantitativos;
    • Mensuração do risco operacional;
    • Acompanhamento de limites e alocação eficiente de capital exigido para riscos operacionais.
  7. Os monitoramentos de risco operacional se dão através de métodos de matriz de risco. Os processos são:

    • Cadastramento de clientes;
    • Recebimento e execução de ordens Bovespa;
    • Renda Fixa ? SELIC e CETIP;
    • BackOffice Bovespa;
    • Compliance;
    • TI.
  8. Estrutura
  9. O Diretor Administrativo é o responsável pela implantação e implementação pelo processo de gerenciamento dos riscos operacionais, que prevê:

    • Ambiente de controle integrado.
    • Procedimentos para identificação, avaliação, mensuração, divulgação e controle de riscos.
    • Envolvimento e atribuição de responsabilidade para os gestores da instituição.
    • Continuo monitoramento do ambiente de riscos.
    • Relatórios gerenciais periódicos sobre a adequação do Risco Operacional
  10. Responsabilidades
  11. Anualmente, o diretor responsável pelo Gerenciamento de Risco Operacional submeterá à aprovação e revisão da diretoria, considerando os objetivos estratégicos da instituição.

  12. Áreas Validadoras
    • Diretoria
    • Compliance
    • Auditoria Interna
    Riscos de Mercado e de Liquidez

  1. Objetivo
  2. A política de Gerenciamento de Risco De Mercado e Liquidez da Tática S/A DTVM (“Tática”) contém princípios que norteiam por definição, a possibilidade de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira, incluindo variação cambial, taxas de juros, preços de ações e dos preços das mercadorias (commodities). Contempla a ocorrência entre desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis e , portanto, descasamentos entre pagamentos e recebimentos, que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em conta as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações.

  3. Abrangência
  4. Esta política deve ser seguida por todas as áreas e agentes envolvidos no processo pela Tática DTVM.

  5. Aspectos Regulatórios
  6. Resolução 3.464/2007 do Banco Central do Brasil e suas alterações.

  7. Princípios
  8. A estrutura de gerenciamento do Risco de Mercado e de Liquidez deve identificar, avaliar, monitorar e controlar os riscos associados a Tática minimizando as perdas econômicas das flutuações desfavoráveis das variáveis dos ativos relacionados.

  9. Estrutura
  10. A estrutura de Risco de Mercado e Liquidez prevê:

    • Políticas e estratégias para o gerenciamento do risco de mercado claramente documentadas, que estabeleçam limites operacionais e procedimentos destinados a manter a exposição ao risco de mercado em níveis considerados aceitáveis pela instituição;
    • Sistemas para medir, monitorar e controlar a exposição ao risco de mercado, tanto para as operações incluídas na carteira de negociação quanto para as demais posições, os quais devem abranger todas as fontes relevantes de risco de mercado e gerar relatórios tempestivos para a diretoria da instituição;
    • Realização, com periodicidade mínima anual, de testes de avaliação dos sistemas de que trata o inciso II;
    • Identificação prévia dos riscos inerentes a novas atividades e produtos e análise prévia de sua adequação aos procedimentos e controles adotados pela instituição; e Resolução nº 3.464, de 26 de junho de 2007;
    • Realização de simulações de condições extremas de mercado (testes de estresse), inclusive da quebra de premissas, cujos resultados devem ser considerados ao estabelecer ou rever as políticas e limites para a adequação de capital;
  11. Responsabilidades
  12. Anualmente, o diretor responsável pelo Gerenciamento de Risco De Mercado e Liquidez submeterá à aprovação e revisão da diretoria, considerando os objetivos estratégicos da instituição

  13. Áreas Validadoras
    • Diretoria
    • Compliance
    • Auditoria Interna



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As informações divulgadas neste documento tem caráter meramente informativo. A Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros. Os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador ou por qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, pelo fundo garantidor de crédito. Este fundo utiliza estratégias com derivativos como parte integrante de sua política de investimentos. Tais estratégias podem resultar em perdas patrimoniais para seus cotistas. Ao investidor é recomendada a leitura cuidadosa do Prospecto e do Regulamento ao aplicar seus recursos.


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